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All around me / Meus Diários

Meus diários dos anos 90 | Sem lenço, sem documentos…mas com uma prancha debaixo do braço

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Ok, ok…o último capítulo do ‘Meus diários dos anos 90″ foi publicado em setembro, mas como eu passei os últimos dois meses viajando, acabei esquecendo mais uma vez desta tag. Para quem é novo no blog, aqui contei mais sobre a tag.

Mas eis que nos últimos dias da viagem vi umas fotos e lembrei de um fato bem chato/cômico que aconteceu comigo há vários anos.

Dezembro de 1996, 16 anos, após trabalhar o mês inteiro como vendedora de loja de roupas (emprego de Natal pós escola) juntei meu rico dinheirinho e fomos passar as férias e visitar a família em Santa Catarina.

Eu, meu namorado na época e dois amigos, saímos de SP loucos para chegar no litoral e pegar algumas ondinhas.

Agora uma pausa para explicar que sim…a louca aqui frequentava praias, já tentou ser surfista, investiu uma bela grana para comprar uma BZ e depois de uns 8 meses, tomou um rola tão grande que além de quase morrer afogada pegou trauma de prancha e de mar. 

Chegamos ao apartamento da minha tia antes que todos, mas a pressa para entrar no mar era tanta que só deixamos as malas em um canto, coloquei o biquíni por baixo da roupa, entramos no carro e fomos para a tal prainha.

Chegando lá, estacionamos o carro no estacionamento público em frente a um super hotel, guardei minha bolsa no porta malas, pegamos as pranchas e vamos que vamos. Nunca deixo bolsa no carro aqui em São Paulo, mas como estávamos em Santa Catarina, bem localizados, e há mais de 15 anos, não vi muito problema nisso na época.

A praia era daquele tipo que a onda quebra da areia, e cheia de pedrinhas. Depois de algumas ondas, joelhos e cotovelos ralados, toda torrada do sol, pois tinha esquecido do protetor solar,  subimos em direção ao carro para voltar ao apartamento.

Mas eis que quando chegamos no carro a porta estava arrombada. Tinham levado o rádio, nossas roupas, documentos do namorado (e do carro), minha bolsa com todo o meu salário e de quebra, morderam meu lanche que tinha esquecido no porta luvas. Sim meu povo… o ladrão mordeu o meu sanduíche (espero que tenha tido pelo menos uma bela dor de barriga).

Além do salário que não era uma fortuna (mas para uma adolescente que só trabalhava no mês de dezembro para juntar uma graninha e não tinha nem cartão de crédito ou talão de cheque na época…era), levaram minha bolsa que eu tinha acabado de comprar. Lembro até hoje os meses que juntei para comprar a bolsa e o xodó que eu tinha com ela.

Agora eu estava de biquini, torrada, sem documentos, sem grana e com uma prancha debaixo do braço indo para a delegacia fazer o B.O. Eu não sabia se ria ou se chorava da situação patética. Tentei ficar no carro enquanto os meninos faziam o B.O. mas na hora de falar sobre o que eu tinha perdido e passar meus documentos, lá estava eu de biquini em uma delegacia, chorando e dizendo “Seu guarda, eles comeram até o meu lanche….” ahhahah

O resto das férias foram em Florianópolis, sem salário, sem comprinhas, sem documentos, sem a minha bolsa, mas como uma lição. Mesmo que você estiver em uma cidade “tranquila”, não deixe as suas coisas dentro do carro, e claro…use sempre protetor solar ;)

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Sobre o autor

Editora e idealizadora do Makeup Atelier www.cinthiaferreira.com.br

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