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Meus Diários

Meus diários dos anos 90 | Meu primeiro beijo

meus diários dos anos 90 | Primeiro beijo

Estou atrasada com o início da série “Meus diários dos anos 90”, algumas leitoras já me cobraram mas agora vai o primeiro post da tag onde desbravarei os meus diários dos anos 90 e compartilharei com vocês minhas histórias da adolescência. Para quem não viu o primeiro post sobre as agendas e não sabe que tag é esta, aqui eu expliquei direitinho. Um post cheio de comentários ótimos de várias leitoras.

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Capítulo 1 – Meu primeiro beijo

Não sei como anda a discussão do tema entre as adolescentes hoje, mas o primeiro beijo nos meus tempos era um tema complexo que merecia muita dedicação e estudo. As pesquisas eram feitas na enciclopédia Barsa Capricho, entre as amigas da escola e as primas mais velhas. Os treinos realizados em laranjas, bexigas, dorso da mão e até um espelho para testar a “aproximação face a face”.

Quem nunca tinha beijado sofria um certo bullying da turma, eu que ainda aguardava uns meses para completar 12 anos me achava tão “loser” que criei um número imaginário na minha cabeça. Se alguém perguntasse, eu já tinha beijado 6 e achava tudo normal. Paty era minha companheira de aventuras durante a adolescência, também estava no aguardo do seu grande momento e foi na casa dela que tudo aconteceu.

A história começou algum tempo antes, no curso esportivo que fazíamos perto de casa. Um mocinho de olhos verdes chamou muito minha atenção, mas era um alvo inatingível para uma magrela desengonçada que eu era na época. As aulas passaram e não sei como o tal mocinho reparou na minha humilde existência e fez meu coração bater mais acelerado todas as vezes.

Depois de muitas aulas achamos o momento perfeito para um encontro fora da quadra, o niver da Paty. Novembro de 1991 se aproximava e os planos mirabolantes de duas amigas não paravam. Convite feito, convite aceito e finalmente meu primeiro beijo poderia acontecer.

Véspera do tal dia, era hora de escolher a roupa perfeita. Um vestido preto que a irmã da Paty (minha musa inspiradora) me deu seria ideal. Decote perfeito para combinar com o nada que eu tinha para esconder e comprimento ideal para valorizar a única coisa que eu não odiava em mim, as pernas.

No dia do aniversário tinha que caprichar no visual. Lápis preto nos olhos, hidratante nos lábios, cabelos soltos ao vento, borrifadas de Giovana Baby no pescoço e uma fita K7 com os melhores hits da rádio nas mãos. Era hora de arrasar e passar de fase.

Cheguei na festa no início para combinar todos os detalhes com a Paty. Vi os tios chegando, os primos e amigos e nada do príncipe. Dá-lhe brigadeiros para acalmar e tentar parar de pensar que o bolo que eu levaria, era dele.

Entre e um guaraná e outro e o bate papo com as meninas um farol adentrava pelo portão. Na calçada Brad Pitt desce de sua Harley Davidson vestindo sua jaqueta de couro….ops!!!!, na verdade era o mocinho descendo de sua “mobilete”, mas a jaqueta de couro se eu não me engano era verdade. Parabéns para a Paty, um beijinho de oi em mim e nas meninas e pronto, parece que o meu momento tinha chegado.

Algumas músicas depois o papo já não é mais o mesmo. O cenário perfeito é uma garagem com pouca luz. Ele me chama para o lado e começamos a conversar. Por dentro, uma cabeça pensando em todos os tutorias da Capricho, dicas do que não poderia ser feito no momento e a vontade enorme de largar tudo e voltar correndo para minha casa, por fora uma menina apenas levemente envergonhada fingindo que já tinha passado por aquela situação “6” vezes.

Pronto, ele me beijou. Em pé no canto da escada eu vi os segundos se transformando em horas, o barulho de gente virando um silêncio total e perdi a total noção de que não estava no baile da primavera que mostravam nos filmes americanos da seção da tarde mas sim no niver familiar da minha melhor amiga.

Nesta hora você leitora já deve ter visualizado a cena da perninha levantando, dos coraçõezinhos emoldurando um momento perfeito sem lembrar que era vida real e as coisas na adolescência quase nunca são perfeitas assim. O beijo acabou com a mãe da Paty questionando a luz apagada, um burburinho geral das amigas e meu irmão indo correndo para nossa casa dedurar para minha mãe que eu tinha beijado um cara na boca.

Para ficar tudo ainda mais inesquecível algum (ou alguma) querido tirou uma foto do momento exato usando um super flash e eu fiquei conhecida como “a menina que beija de olho aberto”. Só agradeço por ter passado por isso bem longe da era das redes sociais.

De lá para frente eu o mocinho nos beijamos várias vezes e a tensão diminuiu. Não fiquei de castigo e a fama do olho aberto passou rápido. Pena que o quase romance só durou até minhas férias de janeiro.  Depois de ficar um mês viajando a vida dele já tinha tomado outro rumo e a minha também. Afinal, eu estava quase com 12 anos e ainda tinha muito o que viver.

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Agora não pensem que estou aqui para pagar mico sozinha heim rs*. A parte mais gostosa de posts deste tipo é ler o comentário de vocês e bater um papo sobre os acontecimentos inesquecíveis das nossas vidas. Então quero saber como foi o primeiro beijo de vocês ???

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Sobre o autor

Editora e idealizadora do Makeup Atelier www.cinthiaferreira.com.br

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