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Meus diários dos anos 90 | La cucaracha!

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O mês de agosto passou tão rápido que só este final de semana é que me dei conta que não publiquei nenhum capítulo do ‘Meus diários dos anos 90″. Para quem é novo no blog, aqui contei mais sobre a tag.

Sábado agora meu primo casou e na festa rolou várias músicas bacanas dos anos 90. Acabei lembrando de como foi meu primeiro show com banda conhecida e óbvio que tinha que vir acompanhada de uma história bizarra. Acho que guardei meu estoque de agendas da adolescência para ver como minha vida é bem menos bizarra hoje e ficar feliz com a velhice..rs

O meu primeiro show foi em meados de 92 e eu finalmente assistiria Titãs ao vivo. Apesar da minha pouca idade eu adorava a banda e este era um acontecimento e tanto.

Depois de ter convencido meus pais que eu teria amigos mais velhos me acompanhando no show, comprei meu ingresso com a minha mesada e fiquei ansiosa para a tal data. Look escolhido, caderno de autógrafos na mão e lá fui em com a esperança de ter a assinatura dos Titãs ao lado das assinaturas dos integrantes do Barão Vermelho, que eu tinha conseguido em um evento pouco tempo antes (a pessoa aqui era fã de rock nacional e não só de Guns N’Roses).

Como eu conhecia um pessoal do clube onde foi o show, acabei assistindo tudo do mezanino. Não conseguiria meus autógrafos, mas confesso que era bem mais agradável assistir tudo sem ficar esmagada.

Chegou a hora do intervalo e no caminho do banheiro encontrei uma amiga minha batendo papo com um carinha super gato, que eu sempre suspirava quando ele passava pelos corredores do colégio.

Diferente do uniforme horroroso que utilizamos na escola, lá todo mundo estava bonitinho e irreconhecível. Eu não sabia se prestava atenção no que minha amiga falava ou se fazia pose para tentar ficar “atraente” aos olhos do amigo gato dela.

Na época eu tinha cabelo até a cintura e meio enrolado devido a uma permanente que eu cismei em fazer (Sempre tive birra de cabelos lisos). Eis que, entre uma passada de mão no cabelo e outra (até hoje eu não perco a mania), achei um “durex” grudado nos meus fios. Apertei o “durex” entre os dedos e tentei puxar, só que,  para a tristeza da minha noite, o “durex” saiu voando pelo salão.

Sim, eu tinha apertado uma terrível barata nos meus cabelos e comecei a gritar enlouquecidamente criando uma onda de mulheres apavoradas com o bichinho cascudo que voava pela cabeça do povo no mezanino.

Não sei para onde foi para a minha amiga, muito menos o amigo dela, mas  eu fui chorando para o banheiro para ver se tinha ficado algum pedaço daquele bicho nojento em mim.

Dias depois, no intervalo das aulas, eu agradeci o tal uniforme que me deixava irreconhecível. Afinal, mesmo passando na frente do garoto várias vezes, ele nunca me perguntou sobre episódio da barata. Ou eu era bem diferente dentro do meu vestidinho de balada, ou ele muito educado.

Abaixo os outros posts da tag

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Sobre o autor

Editora e idealizadora do Makeup Atelier www.cinthiaferreira.com.br

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