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Moda e Estilo | Você usa a moda… ou a moda te usa ?

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Uma polêmica interessante que sempre terá dois lados, não há verdade absoluta. Vamos pensar sobre as atitudes e comportamentos das consumidoras (ops!, nós mesmas) e saber o que nos move!!
Será nossa real necessidade, será a revista com um lindo desfile ou a super jovem blogueira que recebe milhares de peças pra usar uns 10 looks do dia? Pode ser a sua amiga querida que ficou linda com uma peça, mas você ficará linda com outra peça.

A moda que se traduz hoje pelo “fast-fashion” (explicando um pouco sobre isso que são as gigantescas cadeias de lojas que vendem roupas, acessórios, sapatos, bolsas em diversos países do mundo e que semanalmente mostram novidades para seus clientes) e definitivamente mudou a forma e a nossa necessidade em comprar uma peça de roupa.

Essa fome por novidades não caracteriza apenas o grupo de “fashion victims”, mas faz parte da velocidade em que essas informações chegam à nossa vida, que faz uma sociedade mais instável que sente pressão por consumir para se afirmar.

Podemos ter um olhar mais condescendente, que é ver a moda com preços bem mais acessíveis, que ajuda as pessoas de uma certa forma a desenvolverem um gosto ou estilo próprios, tendo à sua disposição uma gama maior de produtos para escolher a custos mais baixos.

De fato é uma moda mais democrática que torna possível ao grande público o acesso a itens desenvolvidos por grande designers internacionais em parceria com as redes de lojas. Temos um caso bem importante da rede C&A que a cada mês ou quinzena, enfeita a loja com peças e decoração estilizada de Roberto Cavalli, Anne Fontaine, Versace, Stella McCartney , Calvin Klein, Swarovski, entre outros. Além claro, de inúmeras marcas nacionais como PatBo, Adriana Barra, Lenny Niemeyer, Giuliana Romanno, Alexandre Herchcovitch estrearem sua coleção para a rede em forma de um grande espetáculo.

Mas, infelizmente são demais as opções que nos sentimos tontas com muitas variáveis, e o que pode ser uma catástrofe total – estilos tão marcantes e opostos acabam sendo adquiridos pela mesma consumidora.

O que acontecerá nesse caso, quando ela chegar com as diversas peças em casa? A velha e boa frase feminina ao olhar por minutos para seu armário: “Não consigo usar nada! Não tenho roupa que fique bem em mim! Não sei combinar!”

Isso é mais do que natural acontecer, pois as peças não se conversam, não tem a mesma linguagem, as cores não entram em harmonia…e a frustração chega de mansinho ;-(

A cor laranja por exemplo, estampada em quase todas as lojas desse verão, é algo a se pensar muitoooo antes de comprar, pois não é uma cor que harmonize facilmente, por exemplo com peles mais morenas. Os famosos “sneakers” que invadiram lojas na estações passada e as blogueiras fizeram questão de levantar a bandeira do conforto com estilo, além de ser algo bem pontual, não é uma peça que podemos dizer que transmite elegância. As estampas do conhecido “azulejo português” febre nacional no verão passado, também apareceu em blusas de vários modelos, para diversas mulheres, de idades diferentes, estilos de vida e personalidades distintas.

Ou ainda comprar um sapato, um par de óculos, uma bolsa ou qualquer outra peça que nem seja bonita, mas como é de uma marca desejada e há várias personalidades usando, nos convencemos que a peça é um ícone e investimos centenas de dólares em algo que daqui a pouco sairá de cena.

O que pretendemos colocar aqui? Simplesmente que podemos fazer uma análise mais crítica na compra de algo que o mundo chama de “está na moda”.

Além de reconhecer se a peça, acessório, sapato ou bolsa tem a ver com quem você é, fará um investimento mais adequado e sem arrependimentos.

Exemplo de bolsa voltando com tudo nas passarelas da Europa – modelo saco!!! Aquela em que jogamos tudo no fundo, nunca achamos nada e além disso, fecha apenas com um cordão de couro. Não tem zíper ou alguma trava mais segura. É uma peça despojada que muitas mulheres podem amar, mas outras não se adequam e por interferência da tal da “moda” acabam querendo pertencer e compram o modelo. Vão usar??? Creio que não.

Por isso, querida leitora, hoje você pode ser mais independente em suas escolhas e ser capaz de criar a sua moda.

Beijos, Thaís e Carol – facebook.com/DePecaEmPeca
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  • Gi
    novembro 14, 2014 at 11:01 am

    Meninas, fico tão feliz qdo vejo uma opinião sensata e madura como esta!
    Hj o mundo gira muito rápido, as coisas acontecem numa velocidade que não conseguimos acompanhar! E, se não pararmos pra refletir no nosso comportamento, tanto em relação a consumo como a qq outro aspecto, podemos acabar sendo vítimas de escolhas que não fomos nós que fizemos!
    Atualmente se fala muito em consumo consciente. Pois bem, este post foi um ótimo pontapé inicial pra quem deseja refletir mais sobre isso.
    Parabéns! Vcs são ótimas! E tem a cara do blog!
    Bjs

  • Thais Vasconcelos
    novembro 14, 2014 at 1:02 pm

    Gi, que feliz ler seu comentário tão de acordo com o que pensamos e foi uma proposta da Cinthia desenvolver sobre esse tema, que adorei escrever. Mesmo trabalhando com isso, é importante se questionar e oferecer para as clientes algo que faça sentido e venha embasado por argumentos. Obrigada por nos acompanhar!! <3

  • Gisele
    novembro 19, 2014 at 1:18 pm

    Excelente texto!!
    Não entendi esse retorno das bolsas saco. Gente, eu acordo de manhã cedo, pego o metrô, e não tenho tempo pra nada. Preciso de bolsas que mantenham as coisas à mão!!! Rs.
    Beijos!