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Dicas de Viagem / Geral / Makeup

Museu Max Factor ou “A história da maquiagem moderna”.

O Post abaixo foi publicado originalmente em Dezembro de 2011 mas achei bacana republicá-lo pois hoje é um dia importante para as apaixonada por maquiagem e de lá para cá, sei que tenho muitas novas leitoras que merecem saber um pouquinho desta história.

Hoje é o lançamento nacional da marca Smashbox que foi fundada pelo fotógrafo Davis Factor, neto de Max Factor. Eu amo há marca há muitos ano, já usei inúmeros produtos e não via a hora dela chegar por aqui. Enquanto eu não faço post desta super novidade que já está na Sephora, deliciem-se com um pouquinho do que era a maquiagem nos tempos das divas de Hollywood.

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Impossível falar sobre a maquiagem atual sem citar Max Factor. Se aqui no Brasil a marca hoje em dia é pouco conhecida (apesar de que quem ama maquiagem já viu pelo menos um pan cake da marca), ela faz parte da história do cinema de Hollywood e é lembrada em museus e até em parques de Orlando.

Quando estive em Los Angeles há 2 meses (contei aqui), o Museu de Hollywood (antigo Museu Max Factor) fez parte do meu roteiro. E por mais que lá dentro estivesse cheio de objetos e figurinos famosos, meu intuito era apenas um, visitar a exposição de Max Factor.
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O museu fica no prédio Max Factor, onde era o primeiro museu da marca e antigo salão de beleza.  Depois de um tempo fechado, reabriu com apenas meio andar destinado a Max Factor e o restante do prédio repleto de artigos usados em séries e filmes de Hollywood. O museu não é grande, mas mantiveram várias  salas de maquiagem restauradas e repleta de itens curiosos . Lá pude ver produtos reais utilizados pelas grandes divas, equipamentos bem interessantes e até mesmo assistir um filminho sobre a história da marca.
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Tentei resumir o máximo possível para o post não virar um livro, por isso coloquei mais um monte de fotos neste album aqui. Vale a pena dar uma olhadinha.
Max Factor (ou Maksymilian Faktorowicz), um judeu cujo o pai era maquiador da família real Russa, mudou-se para Los Angeles com a família e começou a trabalhar com perucas e maquiagens teatrais. Aos poucos foi transformando a maquiagem mais pesada do teatro a algo mais aceitável e apropriado para as telas de cinema. Texturas, cores e fórmulas, até criar uma “base cremosa”que não rachasse e ficasse bem na pela dos atores. Deste feito em diante, Max Factor já era considerado um grande mestre dos cosméticos.
De uma pequena produção a uma marca mundial. Com o passar do tempo os negócios cresceram, os filhos se envolveram na empresa do pai e começava a produção em grande escala e desenvolvimento de novos produtos com uma marca própria. Forneciam maquiagens para grande parte da indústria cinematográfica e chegou a ser líder de mercado no seguimento. Os filhos  pensavam grande e queriam ver a marca além da indústria do cinema. E com a tela colorida e a criação do famoso Pan-Cake, que escondia imperfeições e tinha um acabamento mais transparente e matificado, a marca foi tomando conta do mundo real, já que as mulheres levavam o do set de filmagens para o uso diário.
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Claro que o produto não era tão apropriado para o dia a dia já que sem as luzes dos refletores o efeito não era o mesmo. Dali para frente foram muitos estudos para chegar a fórmulas perfeitas que se adequassem foras das telas e palcos.
Ele desenvolveu maquiagens para grandes nomes do cinema e transformou mulheres normais em divas maravilhosas. Criava produtos e criava personalidades, já que juntava suas fórmulas inovadoras com sua habilidade de criar looks exclusivos para cada atriz. Suas clientes já celebridades, acabaram virando as próprias modelos da marca, que inseridas nos anúncios, criaram milhares de fã de batons, bases e outros produtos Max Factor.
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 Lendo um pouquinho do material exposto no museu da para perceber o quanto Max Factor era minucioso e detalhista. Sempre tentando mostrar o lado mais belo de cada mulher em uma época bem distante do photoshop. Ele sempre preocupava com as cores certas para cada tipo de mulher e cada personagem.
Veja mais fotos que tirei dos anúncios AQUI
No museu, um filme mostrava um pouquinho de como o batom vermelho voltou a moda depois de ter sido visto com maus olhos pela sociedade. Nos lábios das sensuais divas como Marilyn, o batom vermelho começou a ser desejado pelas telespectadoras, que queriam um visual tão marcante e sedutor quando as atrizes. A marca criava cores específicas para morenas, loiras, ruivas e castanhas.

Junto com o acervo das mulheres dos anos 30/40 muitas imagens, notícias e bilhetes deixados pelas próprias atrizes. As salas do museu e antigo salão, são separadas e decoradas de formas diferentes. Uma para loiras outra para morenas, outra para ruivas e uma quarta sala para as castanhas. Em cada uma destas salas um pouco de história.

.Sou apaixonada pela estética da época, em que as mulheres eram femininas, usavam cabelos impecáveis, roupas acinturadas e tinham uma postura perfeita. Os estojos de maquiagem eram grandes caixas decoradas com cetim, as escovas de cabelos (e os acessórios) parecem pequenas obras de artes. Foi delicioso ver de pertinho aquele monte de produtos que deram origem a maquiagem que temos hoje em dia. Pó, batom, base em bastão e muitos cílios postiços. Tudo com embalagens originais e deliciosas de serem observadas.

Agora o objetos mais intrigantes da exposição é o “The Max Factor Beauty Calibration Machine”, uma engenhoca que parece mais um objeto de tortura,  criada por Max Factor capaz de medir detalhadamente, identificar o rosto da mulheres e com isso fazer correções possíveis para que as divas ficassem ainda mais belas. A máquina só comprovou que o “rosto perfeito”era um mito e que mesmo as mais lindas celebridades tinhas suas assimetrias. Só existe uma máquina desta que foi leiloada a pouco tempo e estava em exposição no museu.

A Max Factor foi comprada P&G e ainda está presente em vários países. E se hoje nos Estados Unidos foi praticamente substituída pela Cover Girl, no Reino Unido continua firme, forte e cheia de novidades.

Agora o que muita gente não saber ainda, é que os criadores (Dean e Davis) da nossa amada Smashbox são os bisnetos (ou netos ?) de Max Factor, que depois de um super estúdio fotográfico em Los Angeles, criam uma linha de makes  para tecnologias de hoje como HDTV e Blue Ray que são vendidas e desejadas em grande parte do mundo. Família de sucesso esta, não ?

Agora sobre a visita ao o museu, vá se você ama maquiagem e quer saber um pouquinho da história deste mestre, se você ama ver coisas de celebridade e se você não tem rinite alérgica. Pois tirando o térreo que é ventilado e tem as salas dedicadas a marca, o resto é velho, empoeirado e caro pela conservação geral das coisas. Eu consegui ver só a parte de Max Factor, pois os outros andares se tornaram impossíveis devido ao cheiro de mofo do local. Sorte que fiquei tão encantada com o acervo da marca que foi só passar em uma farmácia depois e comprar um remedinho para deixar meu nariz em paz..rs

Informações…
The Hollywood Museum, 1660 N. Highland Avenue, Hollywood –  Horário: 10h – 17h –  $15 adultos e $12 crianças e idosos – Informações +1 (323) 464-7776

Sobre o autor

Editora e idealizadora do Makeup Atelier www.cinthiaferreira.com.br

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