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“Esta é pra casar” ou… Estereótipos femininos.

estereotipos_femininos

Cada vez que ouço alguém dizendo que não acredita que eu cozinho, limpo a casa, faço um furo na parede ou qualquer coisa do tipo (ouço isso pelos menos 2 vezes por semana), fico indignada de como as pessoas nos julgam pela aparência. “Mas você é uma lady”. Cresci sendo uma pessoa um tanto eclética já que ao mesmo tempo que eu fazia ballet, lutava judô. Imitava as paquitas, mas amava Nirvana.

Minha vó vivia dizendo que eu era “mulher para casar”, pois gostava de cozinhar desde pequenininha, costurava roupinhas de boneca e fazia minhas próprias bijoux.  Já meu avô dizia que se eu continuasse assim não arrumaria marido, uma vez que eu tinha muitos amigos homens, brincava na rua a andava de skate. Minha mãe me ensinava cozinhar, enquanto meu pai me deixava brincar com as ferramentas e apertar os parafusos. Então eu cresci sem ter medo de fazer nada seja por conta do sexo ou nível social.

Sempre quis ser independente e meu sonho de infância era ter uma casa na árvore. Mas eu não queria uma casa cheia de brinquedos e na verdade, nem precisava ser na árvore. Com 9 anos eu dizia para minha mãe que eu queria uma casinha no fundo da casa dela, ou se não fosse possível, queria pelo menos que ela colocasse uma cozinha no meu quarto (lógico que eu nunca tive rs). E não pensem que eu não gostava de ficar com a família, pois sou super ligada a eles até hoje e não sei viver longe.

Aos 19 anos eu me casei “pela primeira vez”, depois de um namoro de 5 anos (fiquei casada com o primeiro marido até os 24, mas este é um assunto para outro dia, ou não, quem sabe). Sim, casei sem estar grávida, por livre e espontânea vontade, de vestido de noiva e papel passado. Então desde os 19 eu me sustento, cuido da minha casa e faço tudo o que for necessário para morar e viver bem.

Amo decoração e já pintei as paredes das minhas próprias casas dezenas de vezes. Odeio ter que depender de homem para alguma coisa e se tiver que por a mão na massa (ou na tinta) eu ponho mesmo. Sou ansiosa e gosto das coisas pra ontem. Sei trocar resistência de chuveiro, rejuntar azulejos, trocar tomadas e usar furadeira.

Já tive faxineiras e já fiquei anos sem ter ninguém. Sou metódica e chata, então prefiro fazer eu mesma do que fazerem errado por mim. Não vou dizer que amo fazer isso não, mas se tem que ser feito, mãos a obra.

Aí quando alguém que não convive comigo direto, me vê em cima do salto e toda emperequetada, me ouve dizer que eu descobri um produto bom para limpar o vidro ou que eu fiz um bolo gigante e mega requintado vira e fala: “Nossa, impossível…duvido que você se suja na cozinha”, “Certeza que ela só tem milhões utensílios de cozinha porque acha fofo, mas não usa nada”, “Aff, nem a pau que você limpa toda sua casa”.

Ao mesmo tempo que as vezes eu sou o homem da casa, eu sou a mais feminina e perua do universo. Amo moda e cosméticos, amo fazer compras, e amo ficar horas e horas me arrumando na frente do espelho. Amo rosinha, mas amo preto, amo uma saia rodada, mas amo uma jaqueta de couro, sei ser elegante, mas falo um monte de gírias e palavrões. Sou fofa com quem é fofo comigo, mas sei brigar com quem quer que seja se me sentir enganada. Quem já me viu brava sabe bem com quem está lidando..rs.

Não é porque eu trabalho igual uma doida, sou uma mulher moderna e ativa, amo me arrumar, que eu não possa entender de tarefas domésticas ou sobre os assuntos mais aleatórios possíveis. Para saber delegar, precisamos entender do trabalho.

Trabalhei muitos anos como designer antes do blog e nunca vi problema algum cuidar da casa, cozinhar ou trocar uma lâmpada. Sempre ganhei meu próprio dinheiro, assim como meu marido, mas nem por isso vou dizer…“Ah, mas eu trabalho fora, não quero saber de outras atividades na vida”. Um dia dá tempo e eu faço um risoto requintado, outro dia não dá, e comemos lanche.

Parece que de uns tempos para cá as “mulheres modernas” se sentem mal em dizer que vão para cozinha e muitas até usam o fato de “não saber ligar o fogão” como um adjetivo. Uma coisa é não gostar de algo, outra coisa é achar que por ser uma executiva é desnecessário fazer alguma coisa do tipo. Isso é tão absurdo como na época que diziam que uma mulher não é boa esposa se não souber lavar, passar e cozinhar ou que o homem é menos homem se souber passar o própria camisa ou dar banho do próprio filho.

Muitos brasileiro foram acostumado com o fato de que se ele ganha mais dinheiro, ele tem que ter “funcionários” para tudo. Tem mensalista, diarista, passadeira, cozinheiro, babá, motorista e assim por diante. Trabalha o quanto pode para ganhar mais. Tem menos tempo, mas tem mais dinheiro para pagar alguém para fazer o que ele não tem tempo. Se aqui é considerado um absurdo ver uma “dondoca” limpando o próprio banheiro, na gringa é a coisa mais comum do mundo ver mulheres ricas limpando suas casas ou colocando seus quadros na parede.

E falando em babá, aí está mais um assunto constante e polemico na minha vida e na vida de muitas amigas que tem a mesma opinião, a maternidade. Não é porque eu estou casada há 10 anos, cuido da casa, amo cozinhar, sou mulherzinha, que preciso obrigatoriamente ser mãe para ser completa. Ainda não senti esta vontade e se um dia eu mudar de ideia e der tempo, legal. Mas jamais terei um filho para provar para alguém que sou mulher suficiente. Você pode ser mulher completa e não saber fritar ovo, outras podem ser mulheres completas, sem ter filhos.

Então não julgue ninguém pela aparência, estilo de vida e nem subestime sua capacidade. Sou uma lady quando eu quero, mas sou um leão se precisar. Não tenho dupla personalidade, tenho uma mente aberta que me permite ignorar esteriótipos e julgamentos feitos por homens e pelas próprias mulheres. Ao mesmo tempo que sei ser independente, não me imagino sem meu marido ao meu lado. Tenho meus poderes, mas sou repleta de fragilidades. Aqui em casa somos iguais e nós dois fazemos o que for necessário para conviver bem. Nós dois “trabalhamos fora”, mas nós dois cozinhamos, cuidamos da nossa casa, somos “pra casar”, para namorar e para viver em harmonia.

Livrem-se dos rótulos impostos pela sociedade. Não seja quem os outros querem que você seja. Ignore o que pensam de você e faça o que te dá prazer. Você não é obrigada a abraçar o mundo e ter zilhões de funções, você é obrigada a tentar ser o mais feliz possível dentro do seu estilo de vida e descobrir o que lhe faz bem. Não sabe fazer, pelo menos tente, não gosta, mas pelo menos experimente, não tem tempo, aprenda balancear as atividades. Não tem coisa mais legal no mundo do que acordar cada dia com uma vontade nova e ver seus malucos projetos realizados.


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  • Gili
    janeiro 22, 2015 at 2:42 pm

    Gostei demais! Sou a favor de sermos livres para sermos quem quisermos; cada um tem que ser feliz com o que lhe faz bem. Não invadindo a liberdade alheia e nem prejudicando as pessoas, acho que tá tudo certo!
    Belo texto!

    Um beijo!

    P.S.: Posso dar uma de professor Pasquale? O correto é esterEótipo, e não esterIótipo. Desculpe a “chatice” ;)

    • Cinthia Ferreira
      janeiro 22, 2015 at 2:50 pm

      hahaha opa, pode não…deve. Tksss

  • Fabricia Michelini
    janeiro 22, 2015 at 2:53 pm

    Parabéns! Você é uma mulher admirável! e acredito que temos semelhanças, porque também não me importo em usar furadeira ou pintar paredes, cozinhar ou limpar a casa! Temos é mais que ter orgulho de dizer que sabemos fazer e tempos capacidade para tal…
    E também de nada adianta ter funcionários se não souber mandar, pois não sabe como mandar!
    Adoro seu blog e esses seus “posts extras”!
    Um beijo!

    • Cinthia Ferreira
      janeiro 23, 2015 at 7:04 pm

      Obrigada Fabricia,
      É tão bom fazer um monte de coisa né ?
      As vezes me dá a louca e saiu digitando sem parar rs.
      bjs

  • Bruna
    janeiro 22, 2015 at 4:05 pm

    Texto lindissimo, parabens!!!! to sempre aqui no seu blog Beijos

  • Caroline®
    janeiro 22, 2015 at 4:11 pm

    Também acho o fim da picada ver mulheres falando com certo “orgulho” que não sabem fazer tarefas domésticas. Não creio que ser ignorante em qualquer coisa seja motivo de orgulho. Não vejo ninguém se vangloriando por não saber dirigir, ou nadar, ou ler, por exemplo. Conhecimento é sempre válido. Quanto mais coisas em tiver capacidade de fazer, melhor pra mim. Acho o máximo saber limpar minha casa, fazer um bolo, passar uma roupa. Eu queria é saber mais!

    • Caroline®
      janeiro 22, 2015 at 4:13 pm

      Aliás, como diz o ditado: quem não sabe fazer, não sabe mandar….

    • Cinthia Ferreira
      janeiro 23, 2015 at 7:03 pm

      Eu sou a curiosa master e quando vejo algo que não sei fazer, me sinto até mal rs.
      E bem isso, vc só exige o melhor quando conhece o melhor.
      Bjs

  • Marcela Machado
    janeiro 22, 2015 at 4:32 pm

    Nossa, ganhou meu respeito.
    Sou engenheira civil, mais sou mega vaidosa, amo salto alto (mesmo que use pouco pois tenho 1,80), mas calço botina todos os dias, e adoro, pinto a parede do meu quarto, me sustento e amo cozinhar. E sempre fui julgada por não enquadrar em nenhum padrão.
    Incrível seu texto!

    • Cinthia Ferreira
      janeiro 23, 2015 at 7:01 pm

      Marcela, o padrão é tão chato né ? Acho que as diferenças é que nos tornam tão especiais ;)
      Seja linda de salto, de botina, no trabalho, na cozinha e do jeito que for.
      bjs

  • Paula
    janeiro 22, 2015 at 5:16 pm

    Achei tão eu esse post! rs
    Já ouvi muito disso!
    Tenho 28 anos e tenho um filho de 11 anos. Ano passado saiu as chaves do ap e fomos morar sozinhos, antes eu morava com a minha mãe. E todo mundo fala..ahh vc mudou com o seu noivo junto?? Ai eu..não..só eu e meu filho!
    Ai as pessoas arregalam os olhos e pensam em como eu me sustento rs
    Já perguntaram se tenho faxineira, e tbm não tenho. Me viro muito, ando arrumada e qdo veem que tenho mto todo mundo assusta..
    Enfim, sou mto bem resolvida de como eu sou. Sou fofa, meiga e educada com algumas pessoas, e brava, grossa e chata com tantas outras..tudo depende de quem! rs

    Beijos

    • Cinthia Ferreira
      janeiro 23, 2015 at 6:58 pm

      Que legal Paula, espero que sua vida nova esteja ótima ;) É muito bom ter um cantinho nosso.
      Agora eu tenho vontade de mandar um boleto de cobrança para cada intrometido que aparece. Não seria ótimo ahaha. Quer fazer da minha vida um BBB, então toma a conta da tv a cabo, da luz, etc… ahaha
      BJs

  • Lucia
    janeiro 22, 2015 at 7:57 pm

    Adorei o texto. Sabe o que mais me incomoda? Quando digo que faço isso ou aquilo sozinha, a pior reação é das mulheres! Como as mulheres são machistas! E não só as mais velhas, as mais novas também. Ficam indignadas por eu estar fazendo “serviço de homem”. No entanto, criticam aqueles homens que não ajudam em casa, que deixam tudo nas costas da mulher. Aliás, eu detesto essa história que homem tem que ajudar em casa, como assim? Se eles moram ali e há serviço a ser feito, não existe essa de serviço de homem e serviço de mulher. Pega e faz. Não é “ajudar”, eu, hein.
    Adoro tentar resolver algo. Tenho um pouco de medo da rede elétrica mas já meio que peguei o jeito. Também sou meio estabanada e já tive alguns acidentes, hahaha. Mas é legal sentar, dar uma olhada e pensar consigo mesma: eu que fiz! :)

    Bjos!

    • Cinthia Ferreira
      janeiro 23, 2015 at 6:56 pm

      Pois é Lucia, é isso mesmo. O maior preconceito vem das próprias mulheres, infelizmente.
      E vc disse o que eu sempre pensei….não tem essa de ajudar não…caramba, a casa é dos dois, os filhos são dos dois e assim por diante.
      E sobre a rede elétrica….desligue sempre a chave geral ahaha é meu lema rs.
      Bjs

  • Erika
    janeiro 22, 2015 at 8:36 pm

    Adooooro os seus posts “grito”!
    Tenho 32 anos, trabalho desde os 16, vivo sozinha desde os 23 e não abro mão da liberdade que conquistei me responsabilizando pela minha vida e pelas minhas escolhas.
    Namoro há quatro anos com um moço sete anos mais novo. E ninguém nunca foi tão companheiro como ele.
    Mas, né? “Ele é muito jovem! Não é só molecagem? Como vão ter filhos? Você passou dos 30, vai ficando cada vez mais difícil! Tem que correr contra o relógio!”
    E ninguém quer saber se eu quero ter filhos, se NÓS queremos ter filhos, EU TENHO QUE TER FILHOS! Como vou ser mulher se não tiver filhos? A minha missão existencialé essa… A vida não tem mais nada pra mim… Não importa se estou feliz, desde que tenha filhos.
    O que mais me assusta é que esse tipo de coisa costuma partir de mulheres. Costumo dizer que depois dos 30 todo mundo é dono do seu aparelho reprodutor. E durante toda vida, todo mundo é dono dos nossos cabelos, das nossas roupas, dos nossos relacionamentos.
    E quer saber? A vida é minha! Eu sou dona da minha vida. Desde que criança eu sonhei ser independente para decidir o que fazer com ela, e isso ninguém me tira. Porque eu sou mulher e dou conta das minhas contas, da minha casa, dos meus desejos. E ninguém tem nada a ver com isso. A minha mãe nem ousa comentar! Rs
    Como você, eu gosto de fazer comida. Gosto de lavar roupa. Detesto limpar a casa, mas quando aperta, eu e o meu namorado nos viramos muito bem. Porque isso faz parte da vida de todas as pessoas, homens ou mulheres. Não é porque alguém cozinha ou costura que é “Amélia”. É importante conseguir se virar. Cuidar de si mesma não é só estar linda e fazendo terapia, é também cuidar do que é necessário para viver. E não é nenhum pecado limpar uma privada, gente! É higiênico! E todos conseguem! ^^
    Conheço mulheres divorciadas muito mais felizes do que quando eram casadas, mães que trabalham, cuidam dos filhos e têm tempo para si mesmas… Não tem regra!
    Nós definimos as nossas prioridades. E o óbvio mais importante é ser feliz.
    Beijo!

    P.s.: gente, não tenho nada contra ter filhos, ok? Talvez eu até queira, mas ainda não aconteceu. Acho lindo quando a pessoa banca e curte a maternidade, como a Paula que comentou antes. Não chegou a minha hora e não sei se vai chegar, mas isso não é um problema para mim. O mundo precisa de crianças fofas, amadas e bem criadas! ^^

    • Cinthia Ferreira
      janeiro 23, 2015 at 6:54 pm

      ahahhah né ??? rs
      Adorei seu comentário. Vc está certíssima e tem que seguir seu coração. As mulheres sofrem com esta corrida por conta da idade e eu acho isso um saco. Eu sempre achei que teria dois filhos quando era novinha, mas a vida acabou mudando de rumo. Eu nunca digo que não terei, mas digo que quando o momento chegar, se ele chegar, serei uma mãe feliz.
      Vamos é ignorar regras de idade, de estilo de vida e viver um dia por vez da melhor forma possível. Quem estiver incomodado que se mude rs.
      BJs

  • Mauren
    janeiro 23, 2015 at 9:08 am

    Uau, concordo com vc em gênero, número e grau.
    O desejo de engravidar só despertou em mim depois que o meu sobrinho nasceu, eu já estava casada há cinco anos. Não se deve ter filhos porque os outros esperam que os tenhamos. Meus pais e minha sogra jamais nos pressionaram pelo neto, a maior “encheção de saco” eram de pessoas sem noção, como vizinhas que não tem o que fazer e colegas de trabalho. Uma ocasião uma conhecida me perguntou se eu estava grávida, eu estava uns 3 quilos acima do peso!! respondi: Não, estou gorda. kkk
    Acho que ela nunca mais pergunta novamente!!
    Beijos e seja feliz fazendo o que quiser. Acho que conforme envelhecemos ficamos mais fortes e decididas e isso facilita um pouco a vida.
    Beijos, adoro vc !!

    • Cinthia Ferreira
      janeiro 23, 2015 at 6:50 pm

      Melhor coisa do mundo. Eu sempre falo que o importante é ter o momento pra tudo na vida ;)
      E o povo é curioso e sem educação mesmo. Aff cada uma viu.
      Muito obrigada pelo carinho ;)
      bjs

  • Maria Manoela Porto
    janeiro 23, 2015 at 10:55 am

    Nossa que postei bacana! Eu recentemente rascunhei um desabafo assim pro Blog mas foi sobre a decisão de fazer tudo e não ter empregada. Sem dúvida existem milhares de rótulos… Eu sempre fui super independente e aí sai de um super emprego, numa super empresa, pra poder ter tempo. Nossa.. Minha família surtou. O povo vive me perguntando como me sustento… Como me sujeito a ser sustentada pelo marido! Eles só não sabem que eu além de cuidar do meu filho, da casa, de tudo, ainda sou uma empresária bem sucedida. É tão fácil as pessoas desconstruirem e cuidar da vida alheia ao invés de cuidarem do próprio umbigo. Sucesso. Você merece e, acima de tudo, seja feliz. Hoje sou cercada de poucos e adoro meu mundinho. Não sou assim ou assado, sou eu mesma e ninguém tem nada a ver com isso! Beijão.

    • Cinthia Ferreira
      janeiro 23, 2015 at 6:49 pm

      Então bora publicar rs. Acho que quanto mais gente botar a boca no trombone, mas mudanças poderemos ver no futuro. É inadmissível esta cobrança alheia de quem não paga suas contas. Nossa, juro que não entendo pq algumas pessoas são assim :(
      Vc está certíssima, teve filho, tem que cuidar e ficar perto o máximo que puder até ele crescer, se tem a opção de cuidar de casa, ficar perto dele e ainda fazer o que gosta, viajar, vc tem sorte e tem é que aproveitar.
      bjs <3

  • Carol
    janeiro 23, 2015 at 12:16 pm

    Adorei! Quanto menos nos importamos com os comentários alheios, mais felizes somos!

  • Fernanda Pereira
    janeiro 23, 2015 at 12:43 pm

    Oi,Cintia acompanho seu blog e te acho linda e elegante e depois deste post não poderia deixar de comentar como é legal ver alguém que fala o que pensa, fez eu admirar ainda mais seu trabalho. Beijos!

    • Cinthia Ferreira
      janeiro 23, 2015 at 6:41 pm

      Pq aqui vcs só me veem bonitinha e arrumada né rsrs…gosto de me mostrar de verdade p ninguém achar que sou diferente de outra pessoa ;) Vida real é mais legal.
      Bjs e obrigada

  • Dani
    janeiro 23, 2015 at 1:12 pm

    Cinthia, tenho gostado muito dos seus posts de comportamento, muito bons, trazem boas reflexões…
    Eu concordo com você em gênero, número e grau. Temos que saber nos virar sozinhas, tanto financeiramente quanto nos serviços domésticos. E acho que muitas vezes nós cobramos dos maridos, namorados, etc. maior participação nas tarefas que domésticas que sempre foram consideradas “da mulher”, logo não podemos delegar para eles todas as tarefas “de homem”, certo? Logo, sempre me preocupei em aprender a furar parede, trocar tomada e etc. Dá um gosto danado poder fazer esses consertos domésticos sem depender de ninguém!
    Um abraço!

    • Cinthia Ferreira
      janeiro 23, 2015 at 6:39 pm

      Obrigada ;) Eu tento não escrever muito pra não ficar muito chato, mas tem horas que me revolto e não aguento rsrs.
      Eu acho que a diferença entre homens e mulheres é que na maioria das vezes eles são mais fortes e ponto…agora de resto…tudo igual ;) Quanto mais conhecimento uma pessoa tem melhor né.
      Tem hora de ser fofa e tem hora de ser forte rs.
      bjs

  • Cristina Gomes
    janeiro 23, 2015 at 1:24 pm

    Cinthia, mais uma vez: parabéns, vc arrasa!!
    Quando vemos uma pessoa toda linda e elegante, às vezes passa na cabeça que ela não deva fazer serviço doméstico, que uma coisa bem cansativa. Aí quando vc posta um texto assim, caímos na real que as blogueiras tb tem a vida como todas nós. Eu vejo programas americanos onde as pessoas pintam as casas ou fazem outros trabalhos sem contratar ninguém e acho super legal isso. Continue escrevendo assim que te adoramos cada vez mais.
    Bjss

    • Cinthia Ferreira
      janeiro 23, 2015 at 6:37 pm

      Obrigada ;)
      Eu adoro que as pessoas vejam a realidade. Todos somos iguais independente da profissão ou de estar ou não na mídia.
      E é bom isso, parece que lá fora é a coisa mais comum do mundo, enquanto aqui parece pecado…juro que não entendo.
      Bjs

  • Rosana Moreno
    janeiro 23, 2015 at 7:17 pm

    Amei, amei, amei… Me identifiquei muito com o texto e com os comentários.

    Parabéns,
    Rô.

  • Hannah
    janeiro 24, 2015 at 1:21 pm

    Querida, te acompanho desde 2011, e gosto muito dos textos reflexivos que colocas de vez em quando aqui. Eu acho que essa questão dos estereótipos abrange todos, mas realmente nós mulheres sofremos uma carga maior de julgamentos, principalmente a partir da aparência. Há alguns anos eu raspei meu cabelo e permaneci careca por um tempo, e sei bem como é “desafiar” os padrões de beleza/comportamento a nós incutidos pela sociedade. Pensaram que eu estava com câncer (afinal, só contra a vontade uma mulher poderia ficar com esse visual), supuseram que eu era lésbica, indagaram como eu arranjaria namorado, entre outras coisas. Ninguém considerava o fato de que eu poderia ter raspado não pela estética, mas pela sensação, experiência, etc. A estética sempre tem que prevalecer, o estar bonita é primordial. Engraçado porque eu me sentia maravilhosa e feminina, e costumava dar como resposta que todas as mulheres poderiam raspar a cabeça, bastava não tê-la quadrada.
    Deixo aqui um link falando sobre a cobertura da mídia e o julgamento dos corpos femininos : http://revistadonna.clicrbs.com.br/coluna/thamires-tancredi-afinal-quem-e-que-pode-usar-biquini/?utm_source&utm_medium&utm_campaign
    E aproveito pra elogiar seu blog, já que nunca escrevi aqui: continue sendo minuciosa em suas resenhas, pois é tudo muito bem feito, dá prazer em ler.

    Beijinhos

  • Alba
    janeiro 27, 2015 at 2:33 pm

    Primeiro, você mandou muito bem no seu texto sobre mudar os cabelos e os curtos; agora você simplesmente verbalizou tudo o que penso e não tenho onde escrever/falar! Obrigada! Ver uma mulher adulta e bem sucedida, com a vida e suas eacolhas, dizer que faz faxina, oh, gosh, é demais!!!! Acabo de completar 40 anos agora em Janeiro, e sou servidora federal. Trabalho e cuido da minha casa pelas mesmas razões que você cuida da sua. Também gosto e sei cozinhar, e muitos colegas meus ficam chocados por eu ganhar bem, mas limpar banheiro e piso, vê se pode!
    As pessoas aqui se acostumaram com a dupla Casa Grande & Senzala, e não aceitam com facilidade que alguém com condições financeiras para pagar uma mucama, como muitos pensam mas, não têm coragem de dizer, se sujeite a fazer limpeza, cozinhar, essas tarefas de doméstica. Acho isso ridículo!
    Você falou não só por si, cara Cintia, mas por essa que ora te agradece.
    Abraços,

    Alba.

  • Isabela
    janeiro 27, 2015 at 3:51 pm

    Parabéns pelo post, Cinthia!

    Eu gostaria muito que a sociedade acabasse com esse tipo de estereótipo…, mas a impressão que eu tenho, cada vez mais ao ler posts e mais posts espalhados pelas redes sociais, é que ao invés de darmos um passo para frente, estamos dando dois para trás. Hoje temos mais acesso à informação do que nunca, mas ficamos amarrados aos pensamentos de sempre. Uma pena…

    Abraços!

  • Maristela Lorensi
    janeiro 27, 2015 at 6:09 pm

    Cinthia, Querida!!
    Acompanho seu blog há muito tempo, mas nunca comentei. Me identifiquei tanto com o este texto, que resolvi deixar a timidez de lado para te parabenizar, tanto pelo excelente texto (mais um… o blog está repleto deles!!) quanto pelo estilo de vida. Adorei saber que temos tanto em comum, salvo pelo fato de você ser muito mais elegante e sofisticada… mas estou aprendendo com esse blog maravilhoso!!
    Bjus e muito sucesso!!!

  • Marília
    janeiro 30, 2015 at 12:50 pm

    Você é incrível e está de parabéns! Adorei o relato! Sou engenheira eletricista e VICIADA em maquiagem, mas claramente não me maquio para ir pra obra… Tudo tem sem momento e lugar. Enfim, fiquei ainda mais sua fã! Beijão

  • Sofia
    janeiro 30, 2015 at 8:50 pm

    Ci, me identifiquei demais com o que você escreveu!!! E quer saber tenho muito orgulho de ser assim também!!
    Você arrasou de novo.. Parabéns!! Ter personalidade própria, atitude e originalidade é tão raro hoje em dia.. As pessoas se deixam levar cada vez mais por certos “padrões” e ainda se acham no direito d julgar e apontar o dedo pros outros..

  • Camila B.
    fevereiro 2, 2015 at 3:26 pm

    FLAWLESS!!!!!!!!!!!!!! As usual…